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VAMOS EDUCAR PESSOAS PARA A PRODUÇÃO CULTURAL?


Por Alê Barreto.






Trabalho com produção cultural independente desde janeiro de 2003. Como iniciei minha atividade de forma autodidata, minha preocupação sempre foi entender o que é "produção cultural" e o que são as atividades do produtor cultural. Essa busca tem me levado a entrevistar produtores que atuam há mais tempo, bate-papo com muita gente da música, pessoal das artes cênicas e artes visuais.




Em 90% das conversas ouço frases como "não temos produtores", "faltam bons profissionais na área de produção", "desisti de procurar produtores, é tudo uma máfia". Vamos analisar um pouco estas respostas.



Ao ouvir repetidas vezes que não temos produtores culturais e perceber que apesar disso tudo acontece no mundo da cultura, verifiquei que "não ter produtores culturais" significava "temos poucas pessoas que se dedicam integralmente a esta atividade". Se comparado com o número de pessoas que se dedicam a criação cultural (escritores, músicos, atores, dançarinos...), o número de produtores culturais será sempre menor. Isso pelo fato de que o produtor cultural, num resumido conceito (e que não pretende ser o único) dedica-se a "fazer acontecer" a criação cultural. Se acharmos que o produtor cultural deve ser outra pessoa que não o próprio criador cultural, e isso é um decisão de cada um, haverá sempre muito mais criadores do que produtores. Mas, no fundo, todos sabemos que quando "não há produtores" nos tornamos os nossos próprios produtores. Logo, não temos o problema quantitativo: há um número suficiente de pessoas que podem ser produtores culturais, constituído por pessoas de todos os ramos da arte e inclusive de outros ramos do conhecimento (jornalistas, publicitários, advogados, administradores, arquitetos, economistas, sociólogos, antropólogos...).



Vejamos a segunda frase: "faltam bons profissionais na área de produção". Será verdade? Num país que tem 5520 municípios distribuídos em 26 estados e 1 distrito federal, precisamos informações mais precisas para nos aproximarmos de alguma conclusão. Vamos repetir a frase incluindo a segmentação por área artística: faltam bons profissionais na área de produção da música. Agora vamos repetir a frase adicionando ainda a segmentação geográfica: faltam bons profissionais na área de produção da música no estado do RS. Fiz este breve exercício para apontar duas questões que derivam disso: muitas vezes comparamos dados com bases erradas e há uma falta de informações integradas sobre os mercados culturais existentes no Brasil. Eu não posso querer que uma cidade como Porto Alegre tenha o mesmo número de produtores que o Rio de Janeiro. Além disso, se você perceber o grau de informalidade com que ocorrem as relações de trabalho e prestação de serviços na área de produção cultural irá perceber que não há um local onde você possa obter diretamente estas informações. Por fim, o conceito de "bons profissionais" passa por uma avaliação feita por uma massa crítica formada hoje por 99% de pessoas que exercem a atividade de produção cultural das mais diferentes formas e com os mais diferentes critérios, pelo fato de que a produção cultural como disciplina existe há pouco mais de 10 anos no Brasil, enquanto curso de graduação. Já parou para pensar como seria se todos os prédios existentes no Brasil tivessem sido construídos por milhares de engenheiros, há vários séculos, mas só há duas décadas tivessem surgido as 3 primeiras faculdades de gradução em engenharia? Com que critérios estes engenheiros iriam avaliar quem é bom ou mau profissional?



Esta falta de acesso a educação para a atividade de produção cultural prejudica todo o sistema cultural existente no país, pois limita a oportunidade de aprendizado e qualificação para o desempenho desta importante atividade: somente poderão ser bons produtores, bons no sentido de profissionais qualificados, aqueles que trabalharem com produtores com longa experiência prática (nem sempre livre de equívocos), que tenham trabalhado/estudado com artistas e produtores de países onde o sistema cultural é mais desenvolvido ou que tenham estudado nestes 3 primeiros cursos de graduação em produção cultural.



"Desisti de procurar produtores, é tudo uma máfia". Esta afirmação geralmente é feita por pessoas que conhecem pouco desta atividade ou de pessoas que não entendem a importância da mesma. Iluminador é importante. Roadie é importante. Técnico de som é importante. Diretor de palco é importante. E o produtor cultural é muito importante. Conforme definição que ouvi da produtora Marina Vieira, da ONG Tangolomango, o produtor proporciona "as trocas" necessárias, o encontro entre os diferentes atores que irão realizar a ação cultural.



Constatado que quantitativamente muita gente pode exercer a atividade de produção cultural, que é uma atividade muito importante e que há poucas oportunidades de ensino especializado desta atividade, proponho que cada criador cultural e os produtores independentes de cada cidade do país se articulem para que em suas cidades sejam criados cursos técnicos (nível médio) e cursos de graduação em produção cultural. E isso pode ser feito através de parcerias com escolas técnicas e universidades já existentes. É um processo longo, que precisa sensibilização, articulação, mas que no médio e longo prazo irá fazer o setor cultural dar um grande salto qualitativo.



Ao invés de reclamar, vamos educar as pessoas para a produção cultural?

Cadeia de profissionalização da cultura


Por Katia de Marco

Para traçarmos um breve painel acerca da ativação do processo de profissionalização dos setores culturais e do surgimento de novas demandas formativas em gestão, economia, política e produção na cultura, requeridas pelas estruturas funcionais das instituições e dos setores de produção artística e cultural, e consequentemente aquecidas nos currículos acadêmicos, tomamos emprestado da economia o conceito de “cadeias produtivas”. Consideramos a contribuição dessas estruturas para uma visão sistêmica e holística da instauração de um novo campo de trabalho.
Vivenciamos há três décadas a intensificação de mudanças decorrentes dos processos de globalização econômica e cultural, alicerçados no avanço das tecnologias das redes informáticas e na ampliação gradativa de acessos presenciais e virtuais a esses recursos. Sabemos que o acirramento dessas mudanças se deu, em grande parte, pela paulatina centralidade que a cultura vem assumindo como pedra fundamental do desenvolvimento inclusivo nas sociedades contemporâneas. Se até recentemente a cultura orbitava em segundo plano em torno de segmentos prioritários, hoje ela integra a esfera prima, inserindo-se em estratégias programáticas nos diversos setores sociais, políticos e econômicos.

Em um passado não muito distante, lembramos a concepção da cultura como instância que floresce e atinge sua plenitude em potencialidades desenvolvidas, quando a sociedade em questão obtém resultados positivos em seus índices econômicos e mercados superavitários, como se a liberação dos canais de valorização e de difusão de sua produção cultural, em escalas artesanais e industriais, com profissionalismo, rigor, fundamento e qualidade de conteúdo, estivesse circunscrita aos países ditos desenvolvidos no que se refere à produção de arte, conhecimento e entretenimento. Era como se os países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos tivessem prioridades mais prementes para investimentos, relegando a cultura a um segundo plano. Novos paradigmas norteiam essa dinâmica na atualidade.

Novos desafios gerenciais eclodem no século XXI. Configurações inéditas são compartilhadas na esfera de novas dimensões, no usufruto do tempo nas sociedades ocidentais, notadamente no que tange às mudanças demográficas – taxas de natalidade mais controladas e aumento dos índices de expectativa de vida –, passando pelas dimensões rebalanceadas entre trabalho e lazer, e instaurando a incipiente tendência de distensão de jornadas de trabalho presenciais e de valorização da criação como capital humano e bem tangível para as escalas de novos mercados e de consumos nos grandes centros urbanos (Drucker, 2001) . Por meio da trilogia ideária das distâncias encurtadas, do tempo estendido e, sobretudo, dos acessos informacionais multiplicados pela tecnologia, esse quadro lança as bases de uma tendência global. Trata-se de uma correnteza que expande as novas reconfigurações entre cultura, desenvolvimento e sustentabilidade, proporcionando a geração de novas estruturas profissionais balizadas pelo gerenciamento como conhecimento e método para acessar os desafios de todo tipo de escassez e de concorrências de mercados oscilantes e sem fronteiras geográficas.
Quando falamos em formação e em capacitação profissional, indicamos a ampliação do foco para a percepção de que esse é um dos elos de uma corrente da qual propomos tratar mediante uma abordagem metodológica derivada das estruturas rizomáticas das cadeias produtivas setoriais.
Segundo Jean-Paul Rodrigue , uma cadeia produtiva é uma rede de atividades integradas de criação, de produção, de comércio e de serviços, funcionalmente ligadas e interdependentes, desde a transformação de matérias-primas, passando pelos estágios intermediários de produção, até a entrega do produto acabado ao mercado com o objetivo de criação de valor.

Ao partirmos dessa analogia com o conceito de cadeias produtivas, importamos de maneira exígua a compreensão de que cada parte contém o todo e de que o todo é o somatório ativo do equilíbrio de suas partes. Assim, dividimos a cadeia de profissionalização da cultura em quatro segmentos básicos e estruturantes: 1) formação profissional; 2) formação da profissão; 3) formação do conhecimento; e 4) formação do mercado. Neste artigo, vamos sublinhar sinopticamente cada um deles.

Formação profissional
Ao responder a uma demanda real por capacitação acadêmica, a formação profissional deve estar rigorosamente fundamentada na interação entre saberes e ciências afins, mediante a construção de seu objeto científico e a sistematização dos conhecimentos intrínsecos – técnicos e acadêmicos – que a circundam, na busca de filtrar especificidades e de construir métodos próprios, sob a égide da dialética da construção do saber. É mister que esse nicho de formação esteja balizado pela mescla e pelas nuanças oscilantes da união conceitual com a interação da práxis, construída no cotidiano pregresso, enquanto o conhecimento se dá empiricamente como vivências e práticas dispersas, apesar de intensivas, a ponto de gerar e de refletir essas novas configurações profissionalizantes.
Se antes recebíamos, nos cursos de graduação e de pós-graduação que desenvolvemos na Universidade Candido Mendes, em convênio com a Associação Brasileira de Gestão Cultural desde 2001, artistas advindos dos diversos meios de expressão, produtores independentes e coordenadores institucionais de cultura que buscavam afinar o contato com uma linguagem mais técnica e estratégica do mundo dos negócios e dos conceitos sociológicos mais amplos das esferas da cultura, para ampliar suas atuações em suas carreiras ou nos serviços prestados, hoje também recebemos profissionais oriundos de bases formativas de graduação de diversas áreas acadêmicas, com as quais justamente abrimos o diálogo acadêmico e a interação com seus mercados de trabalho. Discorremos sobre administração de empresas, marketing institucional, economia, direito, ciências sociais, museologia, comunicação, contabilidade, além das artes em geral.

Formação da profissão
A formação da profissão é uma construção gerada por seu reconhecimento social e pelo fortalecimento de sua representação associativa, que é consequência da capacitação profissional institucionalizada, considerando que essa etapa avaliza o status formal de um conhecimento. Este, por sua vez, reflete uma demanda preexistente nos mercados de consumo (ideias, produtos e ações) e de trabalho (emprego e necessidades de prestação de serviços), que respondem a uma ativação ou a um potencial de demandas estimuladas em crescimento. No entanto, indo além do que chamamos de formação da profissão, institui-se o amadurecimento desse processo que trata do estágio de “formalização da profissão”. Trata-se de um processo incipiente, em curso, que se reveste de iniciativas e de programas institucionais voltados para a inserção dos profissionais diplomados em universidades no mercado de trabalho. Esse labor especializado contribui efetivamente para o incremento de índices de acesso e de desenvolvimento no Brasil, por meio de ações agregadoras de valores advindos da produção cultural em prol da qualidade de vida nas sociedades, da preservação histórico-cultural das regiões e de segmentos múltiplos que colorem nossa diversidade cultural.

Formação do conhecimento
O elo da cadeia de profissionalização da cultura que reflete a fundamentação teórica dos objetos de estudo e das especificidades de método e de abordagem para acessar os marcos conceituais e os focos de interesse encontrados nos temas correlatos foi tomado emprestado das áreas e das ciências afins. A formação do conhecimento de uma nova área de saber dialoga com áreas irmãs, bebe nas fontes do mundo real e tateia seu campo teórico com radares atentos em captar facetas do conhecimento empírico, da práxis cotidiana e do histórico de percurso da experiência.
A profissionalização e o aprimoramento de um novo campo de trabalho que urge ser construído por novas exigências e expectativas legítimas de uma sociedade e de um tempo histórico em mutação passam pela fundamental etapa de inserção e de imersão acadêmica, tornando-se campo a ser explorado pela pesquisa, pelos métodos científicos e pelas esferas do pensamento. Assim, fortalecido pelo papel desempenhado pelas universidades na sedimentação desse elo da cadeia de profissionalização, esse conhecimento retorna ao mercado de trabalho, por meio de capital humano especializado, para o desenvolvimento de produtos e para a prestação de serviços, revigorando práticas, abrindo janelas perceptivas, aprofundando alicerces de atuações derivadas e promovendo o aquecimento da referida cadeia, apta e fortalecida para cumprir suas funções em prol da otimização dos objetivos e do desenvolvimento pleno almejado.

Formação do mercado
Elo de ponta da cadeia de profissionalização da cultura, o mercado é o termômetro, é o espaço da concretude e das trocas reais, simbólicas e materiais. É nele que ocorre a confirmação ou não das ideias, dos prognósticos e das expectativas. Do mercado retornam as realidades, as vivências, as informações e os índices que refletem, interagem e avaliam todos os outros elos dessa cadeia.
De que vale termos capacitação a contento, reconhecimento das instituições quanto à importância de integração em seus quadros de gestores e de produtores culturais diplomados, acumularmos linhas de pesquisa, publicações e teorias renovadoras, se não tivermos uma resposta positiva desse espaço camaleônico, polêmico e quase imprevisível que é o mercado?
Sabemos que a cultura é e deve ser sempre o campo das utopias. No entanto, a interação com o real põe tudo e todos em seus devidos lugares. Eis aí o gargalo da cadeia de profissionalização, o desafio maior e mais urgente das políticas e das estratégias de ação públicas e privadas para o setor. Vêm desse cadinho experimental as respostas para inúmeros arquétipos, análises e confabulações produzidas nos outros elos da cadeia. Nesse sentido, falamos de três mercados: o de trabalho, o de consumo e o de audiência para produtos, serviços e ações artístico-culturais.

Finalmente, essa realidade começa a ser tateada, dimensionada e analisada por pesquisas fidedignas de instituições como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Ministério da Cultura (MinC), as associações e as universidades. É a partir desse momento que nos deparamos com o grande obstáculo da cadeia de profissionalização: a limitada audiência em contingentes populacionais, de diferenciados perfis etários e de segmentos de classe, para a arte e a cultura em nosso país. Na atualidade, esse estágio da cadeia obstaculiza o desencadeamento processual dos outros elos, na medida em que enfrenta um processo mais lento de absorção social em relação a todo o desenvolvimento já alcançado, em termos quantitativos e qualitativos, pelos outros segmentos. Tanto os fluxos de produção e de distribuição quanto os canais de exibição e de reconhecimento de valor público dos insumos, produtos e serviços culturais, mesmo em processo incipiente de consolidação, encontram-se mais adiante quando comparados às escalas de resultados dos índices reduzidos, desequilibrados regionalmente e com grande concentração social no que se refere aos hábitos e às audiências da população brasileira na fruição e no consumo da arte e da cultura.
Ficamos aqui com o grande desafio de se conferir mais atenção institucional para a ampliação e a formação de públicos, a facilitação ampla dos acessos à arte e à cultura em todo o seu espectro de diversidades e escalas, a formação do olhar e do gosto para os frutos da criação e do espírito humano por meio de programas integrados e contínuos de educação para as artes.

* Cientista social e mestre em Ciência da Arte pela Universidade Federal Fluminense (UFF). É coordenadora acadêmica do Programa de Pós-graduação em Estudos Culturais e Sociais (PECS), da Universidade Candido Mendes (UCAM), onde também atua como professora, pesquisadora e coordenadora acadêmica das pós-graduações lato sensu em Gestão Cultural (MBA), Produção Cultural, Gestão Social (MBA) e Vinho e Cultura. É presidente-fundadora da Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) e membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA). É subsecretária de Planejamento Cultural de Niterói e coordenadora do projeto Niterói Artes, da Fundação de Arte de Niterói. Atua como artista plástica e curadora em artes visuais. Fundou recentemente a editora e-livre.
1. DRUCKER, Peter F. Desafios gerenciais para o século XXI. 4. ed. São Paulo: Pioneira/Thomson, 2001.

Visitando blogs

Passei a tarde de hoje passeando pela internet, lendo alguns blogs e achei um bem interessante.

Lembra da Biba do Castelo Rá Tim Bum, então a atriz Chintya Rachel escreve em seu blog "Pensamentos Insanos, Porque a vida não é um comercial de margarina" e achei bem legal, vale a pena conferir. http://cinthyarachel.blogspot.com/ a final ela fez parte da infância de muitos brasileiros.

A natureza agradece

Fonte: ambientebrasil.com.br


1. Recicle o vidro. Calcula-se que a reciclagem de 1 tonelada de vidro poupa 65% da energia necessária à produção da mesma quantidade. Aproveite as embalagens de vidro para conservar alimento no frigorífico, na geladeira ou no freezer.


2. Uma só pilha contamina o solo durante 50 anos. As pilhas incorporam metais pesados tóxicos.

3. Prefira eletrodomésticos recentes e de qualidade, pois gastam menos energia.

4. Regue as plantas de manhã cedo ou ao cair da noite. Quando o sol está alto e forte, grande parte da água perde-se por evaporação.

5. Uma torneira a pingar significa 190 litros de água por dia que vão pelo cano abaixo.

6. Desligue o fogão elétrico, antes de terminado o cozimento, a placa mantém-se quente por muito tempo.

7. Desligue o ferro um pouco antes de acabar de passar a roupa – ele vai se manter quente durante o tempo necessário para acabar a tarefa.

8. Seja econômico: poupe papel, usando o outro lado para tomar notas ou fazer rascunhos; os pratos e copos de papel são ótimos para piqueniques.

9. Em vez de reciclar, tente preciclar (evitar o consumo de materiais nocivos e o desperdício).

10. Um terço do consumo de papel destina-se a embalagens. E alguns têm um período de uso inferior a 30 segundos. Contribua para a redução do consumo dos recursos naturais.

11. Regule o seu carro e poupará combustível. Use gasolina sem chumbo.

12. Sempre que possível, reduza o uso do carro. Para pequenas distâncias, vá a pé. Partilhe o carro com outras pessoas. Sempre que puder opte pelos transportes coletivos.

13. Prefira lâmpadas fluorescentes compactas para as salas cujo índice de ocupação é maior – são mais eficazes se estiverem acesas durante algumas horas. Embora mais caras, duram mais e gastam um quarto da energia consumida pelas lâmpadas incandescentes. Você vai evitar que meia tonelada de dióxido de carbono seja expelida para a atmosfera.

14. Os transportes públicos consomem 1/13 da energia necessária para transportar o mesmo número de passageiros por carro. Implemente uma política de transportes para os empregados.

15. As fotocopiadoras e as impressoras a laser utilizam cassetes de toner de plástico, que freqüentemente têm de ser substituídas. Contate uma empresa que recicle esse plástico ou que o use novamente.

16. Um estudo desenvolvido pela NASA mostra que as plantas conseguem remover 87% dos elementos tóxicos do ambiente de uma casa no espaço de 24 horas. Distribua plantas profusamente por todas as instalações. Recomenda-se, pelo menos, uma planta de 1,2 a 1,5 metros por cerca de 10 metros quadrados. Escolha espécies de plantas que se dêem bem com pouca luz natural.

 17. Instale lâmpadas fluorescentes. Substituir-se uma lâmpada tradicional por uma fluorescente evita o consumo de energia equivalente a cerca de um barril de petróleo ou 317 quilogramas de carvão, que produziria 1 tonelada de dióxido de carbono (o maior gás de estufa) e 6 quilogramas de dióxido de enxofre, que contribui para a chuva ácida. As lâmpadas fluorescentes, além disso, duram em média, 13 vezes mais do que uma lâmpada incandescente. São bons motivos para escolher.

18. Desligue as luzes e os equipamentos (computadores fotocopiadoras, etc.) quando sair do escritório. Está provado que, se durante um ano desligarem-se dez computadores pessoais, à noite e durante os fins-de-semana, vai se poupar em energia o equivalente ao preço do computador. Instale sensores de presença que desliguem as luzes sempre que a sala fique vazia.

19. Antes de decidir comprar equipamentos para o escritório, saiba que as impressoras a jato de tinta usam 99% menos energia que as impressoras a laser, durante a impressão, e 87% menos quando inativas; os computadores portáteis consomem 1% da energia de um computador de escritório. Se for possível, opte por esses equipamentos.

20. Calcula-se que um em cada quatro documentos enviados por FAX são posteriormente fotocopiados porque o original tende a perder visibilidade. Desta forma gasta-se não só o papel de FAX (normalmente não reciclável porque é revestido com produtos químicos que são aquecidos para a impressão) mas também o de fotocópia. Compre um aparelho de fax que use papel normal. Funcionam como fotocopiadoras ou impressoras em papel vulgar.

21. Roupas usadas podem ser dadas a outras pessoas ou a bazares de caridade.

22. Brinquedos velhos, livros e jogos que você não quer mais podem ser aproveitados por outros; portanto, não os jogue fora.

23. Descubra se há locais apropriados para o recolhimento de papel velho. Normalmente, esses locais são organizados pelas autoridades locais ou instituições de caridade.





Reduzir, Reutilizar e Reciclar são as palavras da hora.

Quinze anos de Graduação em Produção Cultural

Na contramão da postura histórica de considerar a cultura como um assunto estanque, existe, hoje, um movimento de afirmação da cultura enquanto tema transversal a todas as atividades humanas, sejam elas de cunho econômico, científico, de saúde ou educação. Um dos adeptos desse pensamento, o dramaturgo Alcione Araújo destaca a necessidade de tratar, especificamente, cultura e educação como temas indissociáveis para um real avanço da humanidade.
No artigo Esquizofrenia na educação e cultura, publicado na Z Cultural, revista do Programa Avançado de Cultura Contemporânea da UFRJ, Alcione fala dessa associação como vital para a construção de uma sociedade, no caso a brasileira, mais equilibrada e preparada para os desafios do futuro. “A história reconhece na aliança entre educação e cultura a primazia de criar sonhos e inventar meios de realizá-los.

O valor simbólico da cultura fecunda o processo civilizatório, dos valores às leis, da política à vida. A herança de colonizado, a exclusão social e a elitização da cultura atrelam o futuro da produção artística ao que a educação lhe reservar – a cultura é dependente da educação. Se ela não cumpre sua missão, sufoca as artes. Não se pode pensar a Educação sem a Cultura, nem a Cultura sem a Educação”. A fala do dramaturgo serve perfeitamente ao tema que se quer levantar nessa matéria, uma vez que a formação de profissionais de cultura deve ir além da simples especialização. Essa postura foi adotada por boa parte das universidades nacionais, que incluem em seus currículos disciplinas que dialogam com aspectos da globalização, do consumo, da reconfiguração urbana e das novas relações, entre outros, pensando na formação de um profissional que enxergue a cultura como fruto de uma construção coletiva.

A ideia é dar instrumental a esse profissional para que ele desenvolva uma consciência crítica sobre a realidade que o circunda e utilize essa visão mais ampla nos projetos e atividades culturais que vier a planejar e executar. Dados concretos A formalização do curso de Produção Cultural é algo recente no ensino brasileiro, reflexo de demandas do mercado.

Nos anos 90 do século 20, um boom de leis de incentivo à cultura gerou um aumento expressivo do número de atividades culturais realizadas pelo País e, consequentemente, a necessidade de instrumentalização dos profissionais atuantes no setor. Se, no exterior, os primeiros cursos de formação em produção cultural apareceram em meados dos anos 70 – Arts Administration, na Inglaterra, e Arts Management, nos Estados Unidos –, no Brasil, o tema só ganharia peso acadêmico em 1995, com o surgimento da Graduação em Produção Cultural, do Instituto de Arte e Comunicacão Social da Universidade Federal Fluminense –UFF, em Niterói (RJ). De acordo com o coordenador do curso da UFF, Luiz Guilherme Vergara, “o programa foi pensado para atender a uma classe profissional emergente, com foco na circulação da produção artística nacional”. De lá para cá, segundo Vergara, tanto o perfil quanto o trabalho do produtor cultural mudaram. “Hoje, existe uma tendência de dar continuidade à vida acadêmica. Nossos alunos seguem no Mestrado e no Doutorado, pensando em retornar à Universidade via concurso público. Isso é uma revolução para o setor. No campus da UFF, em Rio das Ostras, temos professores substitutos e permanentes que foram alunos da Graduação”, afirma. O professor também aponta a expansão do campo de trabalho para os produtores culturais, que podem atuar em áreas como as de planejamento, políticas públicas e produção artística. Por isso, considera cada vez mais importante que o ensino concilie as questões culturais com noções de cidadania, educação e responsabilidade social. “Tudo está interligado e é preciso formar profissionais com mais competência, entendimento sobre questões globais. Só assim serão capazes de atuar de maneira responsável”, resume. Com o que o produtor cultural Ugo Mello concorda. Recém-formado em Produção e Comunicação em Cultura pela Universidade Federal da Bahia – UFBA, ele avalia as mudanças na cena cultural para os produtores. “Se, antes, faltava um maior profissionalismo ao mercado cultural, atualmente, existe uma busca por qualificação e aprimoramento. Com isso, têm surgido novos conceitos e áreas de atuação”, explica. Nessa linha, Mello aponta a preocupação com questões de responsabilidade social e sustentabilidade como inerente ao trabalho do produtor contemporâneo. “O profissional de cultura precisa estar preparado para lidar com a questão da responsabilidade. Como pensar um projeto cultural sem considerar essa realidade?

Ainda mais quando o trabalho envolve grupos de risco ou de áreas periféricas”, diz. O ex-aluno lembra ainda que a Graduação foi determinante para o ingresso na carreira, uma vez que possibilitou o contato com professores e profissionais da área, e a construção de um network. Porém, mesmo com redes já estabelecidas, vale lembrar que, por ser muito novo, o curso ainda caminha em direção a um maior reconhecimento, como revela o coordenador do Colegiado de Graduação em Comunicação – Produção em Comunicação e Cultura, da UFBA, Washington José de Souza Filho. “Em relação a outras formações como Medicina, Direito e Engenharia, a Produção Cultural sofre uma desvantagem: a falta de tradição do curso”. Souza Filho afirma que a institucionalização do curso de Produção Cultural reflete a necessidade de formação humanística da sociedade, e parafraseia a canção dos Titãs, “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”.




Confira, abaixo, indicações dos entrevistados de livros e cursos relacionados à Produção Cultural.



Bibliografia:

Consumidores e cidadãos Autor: Nestor García Canclini EdUFRJ

Cultura e economia Autor: Paul Tolila Iluminuras

Entertainment Industry Economics Autor: Harold Vogel Cambrigde Univ. Press

Mercado Cultural Autor: Leonardo Brant Escrituras

Organização e Gestão de Eventos Autor: Johnny Allen et al. Elsevier

Organização e produção da cultura Autor: Linda Rubim UFBA

Políticas culturais no Brasil Autor: Albino Rubim UFBA

Políticas culturais: reflexões e ações Autor: Lia Calabre Itaú Cultural

Privatização da cultura Autor: Chin-Tao Wu Boitempo

The invention of Cultura Autor: Roy Wagner The University of Chicago Press


Cursos de Graduação:

Universidade Federal Fluminense – UFF (RJ) FAAP (SP)

Universidade Federal da Bahia (BA)

Universidade Cândido Mendes (RJ)

Unisinos (RS)

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (RJ)

Université Paris 3 – Sorbonne Nouvelle (Paris, França)

Université du Québec à Montréal – UQAM (Montréal, Canadá)



fonte: http://www.blogacesso.com.br/?p=2399

Cultura e Economia Criativa

Cultura Digital – Mauricio Pestana – Jacqueline FreitasCultura –




Um bem essencial para o desenvolvimento, físico e espiritual humano. Neste contexto e em um mundo sem fronteiras como o da atualidade, a cultura tem impacto significativo na vida dos cidadãos em qualquer parte, é um bem estratégico para a sobrevivência em vários países. Prova disso são os relatórios do Banco Mundial indicando que 7% do PIB do planeta provêm da cultura, que ao longo tempo tem sofrido mutação, antes de elemento de dominação social e política para o de dominação de forte presença econômica.



Vemos hoje países, regiões e povos que historicamente têm sido aviltados pelo poder econômico encontrando-se desprotegidos não só na absorção de sua cultura, mas também na exclusão nos resultados econômicos provenientes deste bem. Um grande exemplo vem da América Latina e da África, que, apesar da diversidade e riqueza cultural que possuem, não somam 4% da movimentação do mercado global da cultura, em que apenas cinco paises controlam 60% de toda a produção, principalmente cultura tecnológica, a que mais influencia e traz dividendos de dominação política e econômica.



Isto fica nítido quando analisamos as empresas culturais relacionadas ao cinema: as industrias do entretenimento de Hollywood, nos Estados Unidos, possuem 80% das salas de cinema de todo o planeta, ou seja apenas um setor econômico de um país tem domínio sobre praticamente tudo o que o mundo vê nas salas de cinema, gerando uma concentração violenta em um só setor. No Brasil, segundo os últimos dados do IBGE, a indústria cultural conta com mais de 269 mil empresas e emprega 1,4 milhão de pessoas (sem contar a economia informal). São perceptíveis as péssimas condições econômicas em que vive grande parte dos trabalhadores nesta área, como artistas, técnicos e produtores.



Perceptível também é a falta de qualquer estratégia que impulsione este setor para a auto-sustentação. Quase todas as políticas relacionadas ao incentivo e à difusão dos produtos culturais no Brasil se fazem através de projetos de curto e médio prazo, não existe política consistente visando a auto-sustentação, estabilização e exportação no setor em nosso país.



Aqui, onde a cultura negra é patente, estando presente em todos os aspectos da vida social, como música, culinária, religião, artes visuais, moda e dança, sendo praticamente impossível pensar o país sem reportar essa presença, a história se repete quando se fala na divisão dos lucros provenientes desse produto: a exemplo de outros setores da economia brasileira, o negro encontra-se de fora.



Reverter este quadro desfavorável em que a cultura se encontra é de vital urgência para a nossa sobrevivência econômica e social; apesar dos anos de escravidão e dos poucos anos de pseudoliberdade, temos sido os responsáveis pela difusão da cultura brasileira dentro e fora do país. Antes mesmo de se inventar o termo Economia Criativa, nossas avós já sobreviviam com criatividade econômica em que a matéria prima era a cultura, preservada desde África e comercializada mesmo que de modo informal no seio da sociedade. Falo da baiana do acarajé que com seu tabuleiro e sua culinária milenar africana sustentou e ainda sustenta gerações. Falo também do capoeirista que com sua arte e inteligência criou grupos de alunos e hoje projeta o Brasil em mais de 150 paises, e do futebol com sua ginga, sua malemolência de jogadores como Pelé, Ronaldinho ou Cafu, projetando o Brasil no mundo por décadas, tempo esse em que nenhuma ação patrocinada pelo Estado conseguiria tamanho efeito positivo.



O que diríamos, então, da música dos nossos cancioneiros populares, ou até mesmo da Bossa Nova, gênero musical respeitado hoje no mundo inteiro, cuja matriz mais uma vez remete ao samba, à cultura negra pujante que ainda sobrevive nos morros e nas periferias deste país, dando sobrevivência a muitos grupos musicais dessa tal economia criativa? O que dizer do carnaval, nossa maior festa popular exportada para quase todo o mundo, cuja mola propulsora mais uma vez é o samba, ritmo trazido pelos nossos antepassados da África?



Falar em economia criativa, para nós, é simplesmente endossar tudo o que temos feito desde que o primeiro africano aqui pôs os pés e viu-se obrigado a usar de toda a sua inteligência, seja na culinária, na religiosidade, na música, na dança e no imaginário, para conseguir sobreviver até os dias de hoje.



O que já passou da hora é do Estado e da sociedade brasileira adotarem políticas de valorização, de incentivo à comercialização, à difusão e à estruturalização da cultura brasileira a médio e longo prazo, sobretudo a cultura afro-brasileira.

Cultura no Congresso

Sei que muitas pessoas acham que politica é um saco, e depois que votam não estão nem ai para o que acontece lá em Brasilia. Pórem as decisões que são tomadas lá, refletem em qualquer lugar do país, sendo nosso papel de cidadão estar atento e acompanhando o que o seu representante considera importante para o Brasil.



No que diz respeito a Cultura, decisões importantes estão sendo discutidas e prestes a serem consolidadas. Vamos ficar de olho!!!
Conheça os principais projetos em tramitação no Congresso Nacional:


Vale-Cultura – Primeira política pública voltada para o consumo cultural. Aprovado na Câmara, no dia 19 de outubro, agora encontra-se no Senado Federal. O Vale-Cultura, no valor de R$ 50, possibilitará aos trabalhadores adquirir ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros, CDs e DVDs, dentre outros produtos culturais. Similar ao tíquete-alimentação poderá beneficiar cerca de 12 milhões de trabalhadores e injetar, na economia da cultura, até R$ 600 milhões/mês. Confira mais detalhes no Blog do Vale-Cultura.



PEC 150 - A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 150/2003) tramita na Comissão de Costituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. Uma iniciativa dos mais de 400 deputados e senadores de todos os partidos integrantes da Frente Parlamentar Mista da Cultura e que estabelece um piso mínimo de 2% do orçamento federal; 1,5% do orçamento estadual e 1% do orçamento municipal para a cultura. Se já estivesse vigente, a cultura brasileira teria três vezes mais recursos. Conta com o apoio de artistas e produtores de todo o país.



Cultura como Direito Social – Proposta que reconhece a Cultura como direito social na Constituição Federal (PEC 236/2008), está tramitando na CCJC da Câmara.



Reforma da Lei Rouanet – Após uma ampla e democrática consulta pública, a reforma do principal mecanismo de financiamento à cultura conquistou apoio em todo o Brasil: artistas, empresários, parlamentares, governadores, prefeitos e produtores culturais. Chegou a hora de aprovar os novos mecanismos que irão financiar todas as dimensões da cultura nas regiões brasileiras. A exclusão cultural brasileira é gigantesca e a nova lei fortalece e desburocratiza o Fundo Nacional de Cultura, democratiza o acesso à produção cultural e estimula o setor privado a investir numa verdadeira economia da cultura.



Sistema Nacional de Cultura – O SNC (PEC 416/2005) institucionaliza a cooperação entre a União, os Estados e os Municípios para formular, fomentar e executar as políticas culturais, de forma compartilhada e pactuada com a sociedade civil. Saiba mais no Blog do SNC.



Plano Nacional de Cultura - O Projeto de Lei 6.835/06 que institui o PNC define as diretrizes para as políticas públicas de cultura para os próximos dez anos. É o primeiro planejamento de Estado no campo cultural, cujas diretrizes e metas foram amplamente debatidas com a sociedade. O PL tramita na CCJC da Câmara dos Deputados. Acompanhe as notícias no blog.



Fundo Social do Pré-Sal - O PL 5940/09 cria o Fundo Social do Pré-Sal e destina uma parte dos recursos arrecadados com a exploração da camada de petróleo Pré-Sal para a cultura. O Fundo também beneficiará ações de combate à pobreza, ciência e tecnologia, educação e meio-ambiente.



Simples da Cultura – O PLC 200/09, que reduz a carga tributária para produções cinematográficas, artísticas e culturais, corrige uma distorção criada em dezembro de 2008, quando o setor foi enquadrado de forma inadequada no chamado Supersimples. A alíquota mínima passa a ser de 6%, ao invés de 17,5%. Dados do IBGE indicam que 5% das empresas brasileiras desempenham atividades culturais. O setor emprega mais de 1 milhão de pessoas. O Projeto está sendo analisado pela Comissão de Educação do Senado.



Fundo Pró-Leitura – O projeto que cria o Fundo Pró-Leitura está sintonizado com a reformulação da Lei Rouanet e a criação dos fundos setoriais no âmbito do novo e fortalecido Fundo Nacional da Cultura. Em 2004, o Ministério da Cultura acabou com os impostos do livro no Brasil. Agora, em parceria com o mercado editorial, Poder Executivo e Frente Parlamentar Mista da Leitura criam juntos o aguardado Fundo Pró-Leitura, que visa formar uma nação de leitores: livros mais baratos, democratização do acesso, formatos acessíveis para pessoas com deficiência e estímulo a economia do livro, metas estabelecidas pelo Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL).



Modernização do Direito Autoral - O direito autoral é a base da economia da cultura e um país com a nossa diversidade cultural precisa lidar com essa pauta estratégica do Século XXI. O Ministério da Cultura já está debatendo publicamente a proposta de alteração da Lei 9.610/1998, que busca fortalecer o papel do Estado no tocante ao Direito Autoral. A proposta visa promover o equilíbrio entre o direito de quem cria, o direito de quem investe e o direito de toda sociedade de ter acesso à cultura, à informação e ao conhecimento.



(Comunicação Social/MinC)



* Publicado por Comunicação Social/MinC

TAL = Televisão da America Latina


23/10/2009

Hoje fui apresentada a uma iniciativa muito legal chamada TAL (Televisão da America Latina). Que tem como objetivo veicular as produções audiovisuais produzidas na America Latina, estreitando as relações entre todos esses países através da CULTURA.



É interessante pensar que por esse meio teremos uma visão mais “real” do que acontece com nossos vizinhos, que apesar de tão próximos desconhecemos o que eles tem para oferecer seja através da música, dança, filme, documentário, artes plásticas e também pelas suas próprias historias.



Uma oportunidade de conhecer uma cultura pelo olhar de quem está inserido nela e não pelo olhar dos norte-americanos e europeus que de certa forma nos retratam a partir do pressuposto da superioridade que eles querem exercer sobre as américas.



Todo material é de alta qualidade técnica e disponibilizado pelos colaboradores, que acreditam nessa iniciativa como uma porta para dar visibilidade as suas obras.



Visitem o Site:

http://www.tal.tv/



E o seu canal no youtube:

http://www.youtube.com/user/tvamericalatina

SUPERSIMPLES – Redução de imposto para quem investir em cultura

09/10/2009

Ministro Juca Ferreira comemora aprovação da redução de imposto para quem investir em cultura

A Câmara dos Deputados aprovou nessa quarta-feira, 7 de outubro, o Projeto de Lei nº 468/2009, que altera a forma de tributação dos produtores culturais no chamado Supersimples. O projeto autoriza a redução de impostos para as empresa de produção artística e cultural e as produtoras cinematográficas e audiovisuais e enquadra essas empresas em faixas de tributação com índices menores no regime diferenciado.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse que é um reconhecimento de que a Cultura tem contado com o Congresso para o enfretamento de seus problemas. “Foi muito importante que o Congresso Nacional tenha retificado e incorporado as empresas culturais no Supersimples, porque se não tivessem feito isso inviabilizaria boa parte dessas empresas”.

Para o secretário executivo do MinC, Alfredo Manevy, essa é uma conquista importante para o desenvolvimento da economia da cultura no país. “É preciso fortalecer as empresas culturais do Brasil, que são base de uma economia da cultura que gera mais de 5% da mão-de-obra ocupada. Essa aprovação também mostra o quanto o Ministério tem se empenhado em fazer da agenda cultural no Congresso uma prioridade absoluta de sua articulação política”, afirma.

Atualmente, essas empresas são tributadas em 17,5%. Com a aprovação do projeto será permitido que as empresas de produção artística e cultural e as produtoras cinematográficas e de audiovisuais sejam tributadas com base em índices que variam de 4,5 % a 16,8 %.

O texto, de autoria do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), foi relatado pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), e segue agora à apreciação do Senado Federal.



Fonte: MinC

A dificil arte de ser gêmeo

Privilegio, ou não, ser gêmeo é para poucos. Saber que existe uma pessoa muito parecida com você, digo muuuuuuuuiito parecida com você, pode ser assustador para a maioria das pessoas. Pórem, com propriedade de causa, afirmo que tem seu lado bom.




A grande maioria dos gêmeos tem gostos parecidos, logo alguem para curtir as mesmas coisas que você; por terem dividido 9 longos meses em um espaço que biologicamente foi projetado para um, são muito unidos; também conhecidos como cópias, (tem praticamente o mesmo peso,tamanho, número do calçado) ao pedir uma roupa ou sapato emprestado não ouvirá a famosa frase “não cabe em você”, além de outras coisas.



Mas nem tudo são flores, ser gêmeo é um exercicio diário de paciência (salvo os casos de irmãos que mudam completamente o visual e frequentam lugares diferentes), pois quando descobrirem logo virá uma bateria de perguntas que você já respondeu um milhão de vezes ao longo da sua vida, quando não as piadas de extrema “originalidade”.



Você que é Gêmeo com certeza já ouviu, ou você que conhece Gêmeos com certeza já perguntou:



- Vocês brigam? (quais irmãos nunca brigaram?)

-Você é você ou é a sua irmã? (alguém poderia explicar como isso seria possível)

-O namorado confunde? (Nunca nos ocorreu)

-Vocês se vestem iguais? (Depois de conquistar autonomia para escolher o que vestir, não. O que passa pela cabeça das mães quando fazem isso com seus filhos???)

-Qual a diferença entre vocês? (em seguida começa um jogo de 7 erros onde você e seu querido irmão são os personagens)

-Seu irmão fez isso, por que você não fez também? (a boa e velha comparação)

-Quem é a gêmea boa e quem é a gêmea má? (Influência da Tv)

-Quem nasceu primeiro? (Essa é básica)



Os apelidos:

-Clone;

-Cópias;

-Xerox;

-B1 e B2;

-Os Gêmeos;

-Faísca e Fumaça;

-Tico e Teco;

-Ruth e Raquel;

-Cara de um Fucinho do outro



Bom, isso não se trata de um protesto ou algo do tipo, pois adoro ter uma irmã gêmea. Só defendo a individualidade e o respeito.

Me divirto muito, com a criatividade das pessoas. Porque “Se eu fosse Gêmeo eu ia aprontar…” Queria só ver.